sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ode à buceta

(Angolaxyami.com )

Alguns a chamam simplesmente de buceta,
Da senhora, da mulher, da moça, da ninfeta.

Xana, xavasca, xereca, só com X são tantos,
Nomes diversos que não mostram seus encantos.

Entre as pernas, a racha, a pata de camelo,
Um pouco acima, a careca, ou tufos de cabelos.

Alguns a chamam de xoxota, ou apenas xota,
O nome, apenas um nome, não me importa.

São tantas, e tão iguais e tão diferentes,
Não importa se de santas ou damas indecentes.

Perseguida sempre pelos homens, a perseguida,
Literalmente, por ela, passa-se a vida.

O todo é a vagina, e a vulva, o seu exterior,
Lugar de luxúria, prazer e fervor.

Provocante, encerra promessas e desejos,
Autoritária, exige atenção e meus beijos.

Tímida, só se mostra na derradeira hora,
Submissa, espera que lhe tirem a roupa fora.

Massageando, girando, se umedece inteira,
Escorre seu sumo, se contorce faceira.

Engole, suga, mostra toda a sua fome,
Que não se sacia, que é uma luxúria enorme.

É secreta, é tímida enquanto se desnuda,
Mas quando se abre, é suculenta, é carnuda.

É quente, e com sorte, também é molhada,
É divertida, é uma brincadeira levada.

Ah! Buceta, enfim, essa desconhecida...
Todas palavras não te descreviam nesta vida.

Poesia do caralho

Gaita, marzápio, nabo, tromba
Mastuço, pincel, piroco, piroca
Pila, piça, picha, pichota
Cobra zarolha, birote, minhoca

Cobra cuspideira, bacamarte, vergalho
Cagalhão com varizes, cacete, arpão
Tarolo, verga, argamanho, piçaralho
Chouriço com veias, marcambúzio, canhão

Mastro, besugo, sarda, sardão
Cabeça de pessego, tora e mangalho
Tudo isto são nomes que se dão
Para não lhe chamar caralho

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pinto mole em buceta dura, tanto bate até que fura

por Kone)

Um pinto quando é mole
É chupado e fica duro
Pessoa amada não se escolhe
Se compra com ouro puro

Aliança para o dedo
Sozinhos no recinto
Amor não tenha medo
Só vai entrar o pinto

- EPA, NO CU NÃO!
- Mas no cu que é gostoso
- Se tentar comer meu cu…
eu não bebo o seu gozo.

Amores vem e vão
Sexo é consequência
Respirou eu to comendo
Diga não a violência.

Poema da buceta cabeluda

(Bráulio Tavares)

A buceta da minha amada
tem pêlos barrocos,
lúdicos, profanos.
É faminta
como o polígono-das-secas
e cheia de ritmos
como o recôncavo-baiano.

A buceta da minha amada
é cabeluda
como um tapete persa.
É um buraco-negro
bem no meio do púbis
do Universo.

A buceta da minha amada
é cabeluda,
misteriosa, sonâmbula.
É bela como uma letra grega:
é o alfa-e-ômega dos meus segredos,
é um delta ardente sob os meus dedos
e na minha língua
é lambda.

A buceta da minha amada
é um tesouro
é o Tosão de Ouro
é um tesão.
É cabeluda, e cabe, linda,
em minha mão.

A buceta da minha amada
me aperta dentro, de um tal jeito
que quase me morde;
e só não é mais cabeluda
do que as coisas que ela geme
quando a gente fode.

Soneto da Buceta

(Luiz Islo Nantes Teixeira)

Coitada! É tão feia que só vive escondida entre as coxas
E se não tomar um bom banho nenhum homem aguenta
Mas é tão quente e deliciosa quando nos deixa as picas roxas
Que sempre voltamos pedindo mais se a mulher não é marrenta!

Engraçada! Com o seu grande raxado no meio da face
E aqueles pelos negros, loiros ou ruivos a cobrindo do lado
Onde as línguas masculinas passeiam sem nenhum disfarce
Se a mulher que ver a lua que brilha no quarto todo apagado.

Ah! Tão feia mas tão necessária para quem adora a fruta
Que vivemos admirando as mulheres tão lindas de tão belo tesouro
Por qual o homem chora, briga, mente, goza e luta.

No grande jogo da sedução que acontece em todas as idades
Onde as mulheres são os cofres que se esconde o ouro
Que só se pode ser lapidado na entrega e gozo de nossas carnes.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A criação da Xoxota

Mario Quintana


Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como pode se ver:
Chegando na frente, veio um açougueiro,
Com faca afiada deu talho certeiro.
Um bom marceneiro, com dedicação,
Fez furo no centro com malho e formão.
Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno,
Forrou com veludo o lado interno.
Um bom caçador, chegando na hora,
Forrou com raposa, a parte de fora.
Em quinto chegou, sagaz pescador,
Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.
Em sexto, o bom padre da igreja daqui,
Benzeu-a dizendo: 'É só pra xixi!'.
Por fim o marujo, zarolho e perneta,
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a...
Buceta!