terça-feira, 16 de setembro de 2008

Caralho

Caralho
Velha chonga crioula
De gloriosa tradição
Piça criada em galpão
De cabresto arrebentado
Já tiveste o teu passado
Hoje tens o teu presente
Numa buceta bem quente
Ou num cuzito apertado
Caralho criado solto
Na invernada da abertura
Nunca encontrou fechadura
E nem buraco apertado
Com um guspir entraste folgado
Pra descobrir a fundura
Quantas vezes por desaforo
Um cu te peidou na cara
Mas quando se ergue não dispara
É força da profissão
Com calma, água e sabão
Se despega o feijão
Que no pescoço se agarra
Caralho de lombo liso
É como um jundiá fora d'água
Que a china olha com mágoa
E agarra com devoção
É mais liso que sabão
Cruza matos e espinhos
No meio da escuridão
Caralho do tempo antigo
Com palmo e meio de lombo
Entra e sai fazendo rombo
Nas ramadas de pentelhos
Grosso, bem quente e feio
De cabeça retovada
De tanto levar pancada
Metido em buraco alheio

Um comentário:

Anônimo disse...

Adoro payadas gauchas.tenho a algumas feitas.